Mãe faz apelo para custear tratamento de filha autista
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A moradora de Cachoeira do Sul, Jéssica Lobato, mãe da pequena Emanuele Lobato de Borba, utilizou as redes sociais para relatar as dificuldades enfrentadas no acesso ao tratamento da filha, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte. Segundo ela, a criança está sem medicação e sem acompanhamento terapêutico enquanto aguarda atendimento especializado pelo programa estadual TEAcolhe.
De acordo com o relato da mãe, a espera pelo chamamento já ultrapassa um ano. Durante esse período, a ausência de acompanhamento médico e terapias multidisciplinares tem agravado os desafios enfrentados pela família no cotidiano.
Jéssica afirma que Emanuele apresenta hiperatividade, transtorno do sono, deficiência intelectual e dificuldades severas de comunicação, além de episódios de agressividade atribuídos à interrupção do tratamento. A criança frequenta a escola em horário reduzido devido às condições clínicas e comportamentais.
Sem condições financeiras de custear atendimento particular com neuropediatra e terapias especializadas, a mãe relata que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) recebido pela filha não tem sido suficiente para cobrir as despesas básicas e as necessidades relacionadas ao tratamento.
“Está difícil o dia a dia com ela”, desabafa Jéssica ao pedir ajuda da comunidade. A mobilização busca arrecadar recursos para garantir consultas médicas, retomada da medicação e acompanhamento terapêutico adequado.
O caso evidencia uma realidade enfrentada por diversas famílias de crianças com TEA, especialmente nos casos de maior suporte, em que o acompanhamento contínuo com profissionais especializados é considerado fundamental para o desenvolvimento cognitivo, comportamental e social.
O programa TEAcolhe, criado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, foi desenvolvido para ampliar a rede de atendimento e apoio às pessoas com autismo e seus familiares. No entanto, relatos de demora no acesso aos serviços têm sido registrados por famílias que dependem exclusivamente do sistema público de saúde.
Enquanto aguarda atendimento, Jéssica segue buscando alternativas para garantir assistência à filha. A campanha solidária organizada pela família ocorre por meio de uma vaquinha online, criada para arrecadar valores destinados ao tratamento de Emanuele.
A página da campanha pode ser acessada em: https://www.abacashi.com/vaquinha/emanuele-lobato-de-borba









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