Saque-Aniversário Muda: veja o que você ainda pode antecipar a partir de agora
- Magaiver Dias

- 1 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Entram em vigor neste sábado (1º) as novas regras que limitam a antecipação do saque-aniversário do FGTS. As mudanças foram aprovadas pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia e passam a ser aplicadas pela Caixa Econômica Federal, alterando a forma como os bancos podem oferecer empréstimos com base nos valores futuros do fundo.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o objetivo é evitar que trabalhadores fiquem sem saldo no FGTS em caso de demissão sem justa causa, além de preservar os recursos utilizados para financiar programas habitacionais, saneamento e infraestrutura, áreas que dependem diretamente do fundo.
Atualmente, 21,5 milhões de trabalhadores aderiram ao saque-aniversário — modalidade que permite retirar anualmente parte do saldo do FGTS no mês de aniversário. O número representa mais da metade das contas ativas. Entre os aderentes, cerca de 70% já contrataram operações de antecipação junto a instituições financeiras.
Como funciona o saque-aniversário
Criado em 2019, o saque-aniversário é uma alternativa ao modelo tradicional de saque.
A adesão é opcional e pode ser realizada pelo aplicativo do FGTS, site da Caixa ou diretamente nas agências.
Ao aderir, o trabalhador mantém o direito à multa rescisória, mas abre mão de sacar o saldo total do FGTS em caso de demissão sem justa causa.
O que é a antecipação
A antecipação funciona como um empréstimo bancário:
O trabalhador recebe, de uma só vez, valores que só poderia sacar nos próximos anos;
O banco cobra juros e utiliza o saldo do FGTS como garantia.
Até então, não havia limite de parcelas ou operações, permitindo antecipação de até dez anos de saques e contratação de múltiplos empréstimos.
O que muda agora
A partir deste sábado, passam a valer novos limites, que restringem:
Quantidade de parcelas que podem ser antecipadas;
Valor máximo que pode ser contratado;
Número de operações possíveis por trabalhador.
As regras detalhadas serão normatizadas pela Caixa e instituições financeiras deverão adaptar suas ofertas nos próximos dias.
Com a mudança, o governo espera reduzir o endividamento provocado por antecipações sucessivas e reforçar a proteção financeira do trabalhador em situações de desligamento.
















Comentários