Estiagem leva Cachoeira do Sul a decretar emergência e acumula perdas acima de R$ 151 milhões
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A Prefeitura de Cachoeira do Sul decretou situação de emergência em razão da estiagem prolongada que atinge o município. A medida, oficializada no Diário Oficial desta sexta-feira (27), reconhece a gravidade da crise hídrica e autoriza a adoção de ações imediatas para minimizar os impactos sobre a população e os setores produtivos.
A decisão foi fundamentada nos baixos índices pluviométricos registrados nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, significativamente abaixo da média histórica. A escassez de chuvas comprometeu a reposição de água em mananciais superficiais e subterrâneos, afetando diretamente o abastecimento humano, a dessedentação animal e as atividades econômicas, especialmente no meio rural.
Os reflexos já são percebidos em diversas frentes. Levantamento aponta que ao menos 107 famílias enfrentam dificuldades de acesso à água, além de quatro escolas da zona rural e uma associação de moradores impactadas. A redução da vazão de rios e arroios agrava o cenário, sobretudo no interior, onde a dependência de fontes naturais é maior.
A estiagem também traz consequências para a logística e mobilidade. Há registro de interrupções no tráfego em trechos da BR-153, com destaque para a região da Ponte do Fandango, além de danos em estradas vicinais. A situação dificulta o escoamento da produção agrícola, o transporte de insumos e até mesmo o fornecimento de água potável em algumas localidades.
No campo econômico, os prejuízos são expressivos. A estimativa inicial supera R$ 151 milhões em perdas, concentradas principalmente na agropecuária, setor diretamente afetado pela falta de chuvas e pela degradação das condições de produção.
A decretação da emergência foi embasada em levantamentos técnicos conduzidos pela Defesa Civil Municipal e por diferentes órgãos e entidades. Participaram do processo instituições como o Sindicato Rural, Emater/RS, secretarias municipais, Universidade Federal de Santa Maria (campus local) e cooperativas, que contribuíram com dados sobre os impactos da estiagem.
Conforme o prefeito Leandro Tittelmaier Balardin, a medida foi tomada com agilidade a partir das demandas apresentadas pelo setor produtivo. Segundo ele, a equipe técnica do município foi mobilizada para estruturar o processo com base em informações consolidadas e laudos técnicos.
Com o decreto, que tem validade de 180 dias, o município passa a contar com respaldo legal para intensificar as ações de resposta à crise. Entre as medidas previstas estão a mobilização de órgãos públicos sob coordenação da Defesa Civil, a convocação de voluntários, a realização de campanhas de arrecadação e a contratação emergencial de serviços, com dispensa de licitação nos casos previstos em lei.
Durante o período de vigência, a administração municipal deverá concentrar esforços na assistência às famílias atingidas, na manutenção do abastecimento de água e na mitigação dos prejuízos decorrentes da estiagem.









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