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Cavalo acompanha velório e emociona despedida de jovem laçador no RS

  • Foto do escritor: Magaiver Dias
    Magaiver Dias
  • 1 de jan.
  • 3 min de leitura

Uma despedida marcada por forte comoção reuniu familiares, amigos e tradições do campo no velório do estudante de Agronomia Gabriel Oliveira, de 25 anos, ocorrido em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Morto em um acidente de motocicleta no mês de novembro, o jovem teve ao seu lado, até o último momento, o companheiro inseparável de nove anos: o cavalo Cebetófolis, que participou da cerimônia fúnebre.



A presença do animal chamou a atenção e emocionou os presentes. Segundo a família, o cavalo se aproximou do caixão durante o velório, demonstrando um comportamento que foi interpretado como uma despedida silenciosa. “Ele se aproximava, cheirava o caixão, parecia entender o que estava acontecendo. Eles eram inseparáveis”, relatou a mãe de Gabriel, Carla Andréia Lehmkuhl, de 51 anos.


Natural de Blumenau (SC), Gabriel se mudou ainda jovem para o Rio Grande do Sul, onde construiu laços profundos com o rodeio e com a comunidade tradicionalista. Iniciou no laço aos quatro anos de idade e, ao longo dos anos, acumulou dezenas de troféus em competições pelo estado. Entre os amigos, era conhecido pelos apelidos de “Catarina”, em referência à cidade natal, e “Sorriso”, pela personalidade expansiva e facilidade em fazer amizades.


“A maior paixão dele sempre foi o rodeio, o laço. Mas o cavalo vinha antes de tudo. Depois, vinha a Agronomia, a faculdade, o sonho profissional”, afirmou a mãe, emocionada.

O animal seguirá sob os cuidados da família, permanecendo na mesma hotelaria onde ficam os demais cavalos. Para o pai, Admilson Jair de Oliveira, de 51 anos, também praticante do laço, manter o cavalo é uma forma de preservar a história e a memória do filho. “É um legado que ele deixou”, resumiu.


A homenagem se estendeu além do velório. No dia 20 de novembro, amigos e familiares participaram de um cortejo pelas ruas, acompanhando a despedida montados a cavalo, em um gesto simbólico que refletiu a identidade e a paixão que marcaram a trajetória de Gabriel.


O acidente


Gabriel cursava Agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e conciliava os estudos com o trabalho como motoboy. Ele morreu após colidir a motocicleta contra um caminhão-guincho que estava parado na faixa da esquerda da Avenida Dom Pedro II, no cruzamento com a Avenida Cristóvão Colombo, em Porto Alegre. O jovem se deslocava para realizar uma prova na universidade.


Segundo a mãe, o veículo pesado estaria estacionado de forma irregular e sem sinalização adequada. “Ele não estava em alta velocidade. O caminhão estava na faixa da esquerda, quando deveria estar à direita, e não havia sinalização”, afirmou.

Ao lembrar do filho, Carla Andréia destacou o perfil alegre e afetuoso do jovem. “Ele era amigo de todos, sempre feliz, sempre sorrindo. A gente dizia que o sorriso dele parecia com o do cavalo. Amava viver, amava o rodeio e era apaixonado pelo curso que fazia”, disse.


Apesar de respeitar a rotina e as escolhas do filho, a mãe admitiu que tinha receio da atividade sobre duas rodas. “Eu dizia todos os dias: ‘meu filho, não vejo a hora de tu te formar e largar essa moto’”, relembrou.


A despedida de Gabriel deixou não apenas o luto, mas também a imagem de uma ligação rara entre homem e animal, marcada pela lealdade, pela tradição e por uma vida interrompida de forma precoce.


Foto: G1
Foto: G1

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