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Brasil aprova nova vacina contra dengue e prepara inclusão no SUS

  • Foto do escritor: Magaiver Dias
    Magaiver Dias
  • 27 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

O Brasil avançou significativamente no combate à dengue. Nesta quarta-feira (26), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou os critérios de segurança e eficácia da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, viabilizando o início dos procedimentos para que o Ministério da Saúde a incorpore ao calendário nacional de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS).



O imunizante é o primeiro produzido integralmente no país e se destaca por exigir apenas uma dose, tornando-se uma alternativa mais prática em comparação a vacinas de múltiplas aplicações já disponíveis no exterior. A tecnologia utilizada — de vírus vivo atenuado — é amplamente empregada na produção de outras vacinas e apresentou desempenho robusto nos estudos clínicos: a eficácia global atingiu 74,4% entre pessoas de 12 a 59 anos, evitando aproximadamente três em cada quatro casos da doença.


A pesquisa também demonstrou proteção de 89% contra quadros graves e casos com sinais de alarme, segundo publicação da revista The Lancet Infectious Diseases. Entre os 16 mil voluntários acompanhados, os registros de formas severas da dengue foram raros, com tendência clara de prevenção e baixa necessidade de internações.


A Anvisa autorizou o uso da vacina para indivíduos de 12 a 59 anos, faixa etária que poderá ser ampliada conforme avancem novos estudos. O governo projeta ampliar o acesso ao imunizante a partir de 2026. A produção é resultado de parceria entre o Ministério da Saúde e a empresa chinesa WuXi Vaccines, dentro de um esforço estratégico de transferência de tecnologia e fortalecimento da autonomia nacional em imunobiológicos. Com proteção contra os quatro sorotipos da dengue, o imunizante representa um salto científico com grande potencial de impacto na saúde pública.


Mesmo com a redução expressiva no número de casos — queda de 75% em 2025 em comparação com 2024 — o Ministério da Saúde reforça que as ações de enfrentamento ao Aedes aegypti continuam essenciais. Até outubro deste ano, o país registrou 1,6 milhão de casos prováveis, com maior incidência em São Paulo (55%), seguido por Minas Gerais (9,8%), Paraná (6,6%), Goiás (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,2%). As mortes, que somaram 1,6 mil no período, também apresentaram redução de 72%. São Paulo concentrou a maior parte dos óbitos (64,5%), seguido por Paraná (8,3%), Goiás (5,5%), Rio Grande do Sul (3%) e Minas Gerais (8%).

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