Após negativa inicial da Justiça, mulher é morta em crime de feminicídio no RS
- Magaiver Dias

- há 4 dias
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Uma mulher de 53 anos, identificada como Marlei de Fátima Froelick, foi assassinada a tiros na manhã desta quinta-feira (29) em um crime de feminicídio registrado no município de Novo Barreiro, no Norte do Rio Grande do Sul. O principal suspeito é o companheiro da vítima, de 57 anos, que foi encontrado ferido e permanece internado em estado grave.
De acordo com informações da Polícia Civil, Marlei estava acompanhada de familiares quando foi surpreendida ao descer do veículo para abrir a porteira de sua propriedade, localizada na comunidade de Linha Jogareta, área rural do município. O autor do crime teria se escondido em uma área de mata próxima e efetuado o disparo de arma de fogo contra a vítima, que morreu no local.
Conforme apurado pela investigação, Marlei havia procurado a polícia e registrado ocorrência no dia 12 de janeiro, solicitando medidas protetivas de urgência com base na Lei Maria da Penha. O pedido foi inicialmente indeferido, mas o Ministério Público recorreu da decisão. O Tribunal de Justiça concedeu a medida protetiva na quarta-feira (28), um dia antes do crime, porém o agressor ainda não havia sido formalmente intimado da determinação judicial.
Após o ataque, o suspeito deu entrada no Hospital de Palmeira das Missões por volta das 10h, apresentando ferimentos graves causados por faca e por disparo de arma de fogo. Segundo informações médicas preliminares, ele deverá ser encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permanecerá internado sob cuidados intensivos.
A Polícia Civil de Palmeira das Missões segue realizando diligências para esclarecer completamente a dinâmica do crime e as circunstâncias que envolveram os ferimentos do suspeito. Este é o 11º caso de feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026, reforçando o alerta das autoridades sobre a gravidade da violência contra a mulher no estado.
Casos de violência doméstica podem ser denunciados de forma anônima pelos canais oficiais, como o telefone 180, que funciona 24 horas, ou diretamente nas delegacias especializadas e unidades policiais.
















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